poesias da Stela

              SUMÁRIO

  1. eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo
  2. vídeo
  3. eu não queria me formar
  4. não deu tempo
  5. você está me comendo tanto pelos olhos
  6. olha quantos estão comigo
  7. eu sobrevivi do nada
  8. não sou eu que gosto de nascer
  9. eu já fui operada

eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo

eu era ar, espaço vazio, tempo

e gazes puro, assim, ó, espaço vazio, ó

eu não tinha formação

não tinha formatura

não tinha onde fazer cabeça

fazer braço, fazer corpo

fazer orelha, fazer nariz

fazer céu da boca, fazer falatório

fazer músculo, fazer dente

eu não tinha onde fazer nada dessas coisas

fazer cabeça, pensar em alguma coisa

ser útil, inteligente, ser raciocínio

não tinha onde tirar nada disso

eu era espaço vazio puro

https://www.youtube.com/watch?v=n68k49ZZaRE


eu não queria me formar

não queria nascer

não queria formar forma humana

carne humana e matéria humana

não queria saber de viver

não queria saber da vida

eu não tive querer

nem vontade para essas coisas

e até hoje eu não tenho querer

nem vontade para essas coisas


*

não deu tempo

eu estava tomando claridade e luz

quando a luz apagou

a claridade apagou

tudo ficou nas trevas

na madrugada mundial

sem luz


*

você está me comendo tanto pelos olhos

que eu já não tenho de onde tirar força

pra te alimentar


  *

olha quantos estão comigo

estão sozinhos

estão fingindo que estão sozinhos

pra poder estar comigo


*

eu sobrevivi do nada, do nada

eu não existia

não tinha uma existência

não tinha uma matéria

comecei existir com quinhentos milhões e quinhentos mil anos

logo de uma vez, já velha

eu não nasci criança, nasci já velha

depois é que eu virei criança

e agora continuei velha

me transformei novamente numa velha

voltei ao que eu era, uma velha


*

não sou eu que gosto de nascer

eles é que me botam para nascer todo dia

e sempre que eu morro me ressuscitam

me encarnam me desencarnam me reencarnam

me formam em menos de um segundo

se eu sumir desaparecer eles me procuram onde eu estiver

pra estar olhando pro gás pras paredes pro teto

ou pra cabeça deles e pro corpo deles”


*

eu já fui operada várias vezes

fiz várias operações

sou toda operada

operei o cérebro, principalmente

 

eu pensei que ia acusar

se eu tenho alguma coisa no cérebro

não, acusou que eu tenho cérebro

um aparelho que pensa bem pensado

que pensa positivo

e que é ligado a outro que não pensa

que não é capaz de pensar nada e nem trabalhar

 

eles arrancaram o que está pensando

e o que está sem pensar

e foram examinar esse aparelho de pensar e não pensar

ligados um ao outro na minha cabeça, no meu cérebro

 

estudar fora da cabeça

funcionar em cima da mesa

eles estudando fora da minha cabeça

eu já estou nesse ponto de estudo, de categoria


*

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Sobre o espetáculo : Entrevista com Stela do Patrocínio

SUMÁRIO
Sinopse
Ficha Técnica
Da música e do drama
Cronologia

 

  • Sinopse

Stela do Patrocínio está internada “num hospital, lugar de tudo que é doença”, uma colônia para doentes psiquiátricos há mais de 12 anos.  No seu depoimento, conta de onde veio, como se formou, como foi parar ali, como é seu dia a dia. Na entrevista que dá a uma estagiária, fala ainda de seus sonhos e desejos. Tudo cantado, como numa ópera.

  • Ficha técnica

Música de Lincoln Antonio sobre falas de Stela do Patrocínio Com Georgette Fadel (Stela do Patrocínio), Juliana Amaral (Entrevistadora) e Lincoln Antonio (piano). Luz: Julia Zakia Figurinos: Silvana Marcondes Direção geral: Georgette Fadel e Lincoln Antonio Produção: Núcleo do Cientista – Cooperativa Paulista de Teatro Duração: 70 minutos Idade recomendada: 12 anos

  • Da música e do drama

Os textos de Stela do Patrocínio foram retirados de seu livro “Reino dos bichos e dos animais é o meu nome”, organizado por Viviane Mosé e editado por Azougue Editorial em 2001. O uso neste espetáculo está autorizado pelo Museu Bispo do Rosário, detentor dos direitos sobre a obra de Stela.

  • Cronologia

2004 Mostra a Tua Cara São Paulo – Funarte Sala Carlos Miranda – São Paulo (8 e 14/11) Lavagem da Funarte – São Paulo (15/12)

2005 Usina Paulistana de Artes – São Paulo (31/03) Galeria Olido, Sala Paissandu – São Paulo (21 e 22/05) TUSP Teatro da USP – São Paulo (7,14,21 e 28/06) Teatro Municipal de Santo André (28/07) Centro de Educação e Cultura Carlos Moriconi – Suzano (29/07) Mostra Paidéia – Biblioteca Kennedy – São Paulo (21/08) Teatro Fábrica São Paulo (11/10) Teatro Cacilda Becker – São Paulo (7,14,21 e 28/11) Festival Isnard Azevedo, Teatro do CIC – Florianópolis (16/11)

2006 Espaço Semente, Campinas (17/02) Sesc Campinas (18/02) Galpão do Folias, São Paulo (3 a 5/03) Centro Cultural São Paulo (temporada terças e quartas, 4 a 19/04) Ocupação CadoPo, Teatro de Narradores, São Paulo (05/05) Centro da Juventude, Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo (20 e 27/08) Porto Alegre em Cena, Instituto Goethe, Porto Alegre (9 a 11/09) 7a Feira de Artes do Instituto de Artes da Unicamp, Campinas (19/09) Sesc Araraquara (19/10) Feira de Teatro Verso e Reverso, Teatro Vento Forte, São Paulo (17/11)

2007 Galpão do Folias, São Paulo (temporada sábados e domingos, 17/03 a 08/04) Espaço Maquinaria, São Paulo (25/07)

2008 Teatro Fábrica, São Paulo (temporada terças-feiras, 15/04 a 29/04)

2009 Casa de Francisca, São Paulo (01/09 e 03/10)

2010 F.Caram, São Paulo (03/08) FIAC Bahia, Sala do Coro do TCA, Salvador (25 e 26/10)

2011 7a Mostra de Referências Teatrais de Suzano, Galpão das Artes, Suzano (27/10)

2013 Cit Ecum, São Paulo (3, 10, 17 e 24/05)

2014 Casa de Dona Yayá, São Paulo (19/1) Teatro na Mário, Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo (28/7) Mostra Cit-Ecum, Teatro Espanca!, Belo Horizonte (18 e 19/9) Teatro Sesc Ginástico, Rio de Janeiro (5/11) Sesc São Gonçalo, Rio de Janeiro (12/11)

2015 Sala Itaú Cultural, São Paulo (7/6)

Entrevista com Stela do Patrocínio

Stela do Patrocínio, nascida em 1941, foi abandonada pela família na colônia psiquiá­trica Juliano Moreira, onde viveu trinta anos, até morrer em 1997. Nos anos 1980, sua fala poética impressionou a artista plástica Neli Gutmacher, que gravou suas falas. Quinze anos depois, o material foi transcrito pela escritora Viviane Mosé no livro Reino dos bichos e dos animais é meu nome. Geor­gette Fadel, que interpreta Stela, ganhou o Prêmio Shell de melhor atriz em 2007. Confira o clip da peça!

Ficha técnica
Direção: Georgette Fadel e Lincoln Antonio
Música: Lincoln Antonio
Elenco: Georgette Fadel e Juliana Amaral
Piano: Lincoln Antonio
Censura: 14 anos

lugar de cabeça

Lugar de Cabeça 3:29
poema: Stela do Patrocínio
música: Vinicius Fabio

Pelo chão você não pode ficar
Porque lugar da cabeça é na cabeça
E lugar de corpo é no corpo
Pelas paredes você também não pode ficar
Pela cama, pelo espaço vazio, você também não pode
Porque lugar da cabeça é na cabeça
Lugar de corpo é no corpo

Participação especial:
vozes de Tatiana Mancebo, Aline Hrasko, Amélia Barreto e Ava Rocha.

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Sol na Garganta do Futuro
No Meio de Tudo: Espaço

Fabricio Noronha, voz
Hugo Reis, violão, viola e guitarra
Vinicius Fabio, baixo
Caio Nunes, bateria
Murilo Esteves, programações eletrônicas e sintetizadores

Produzido por Daniel Castanheira
Tomada de Som: Emiliano Sette
Edição: Emiliano Sette e Daniel Castanheira
Consultoria poética: Ericson Pires (in memoriam)
Arranjos e composições: Sol na Garganta do Futuro

Pré-produção no Estúdio Garganta, casa do Tião Xará
Gravado e mixado no Estúdio Garimpo (Rio de Janeiro, RJ)
Fevereiro de 2011

Mixado por Renato Godoy
Masterizado por Fábio Coimbra nos Estúdios Som Livre (Rio de Janeiro, RJ)

Obra da capa: Michele Sugui

Stela do Patrocínio – São os que ouvem o que os loucos podem, sãos.

Sentado num bar, rindo e descontraindo, alguns gritos cessam a conversa de copo. É uma senhora, vestida a farrapos. Ouve-se Guerra do Vietnã, Mao Tsé Tung, Saddam Hussein e Haití. É uma bêbada? Ela só está tomando água.

Incrível como tantas palavras sem nexo comparam a história geral com a atualidade, num ponto de vista totalmente inédito e repleto de uma absoluta verdade em epifania! Ninguém escreveu, ninguém guardou, ninguém nem sequer pôde lembrar. As palavras dirigidas ao vento, no vento se foram. Quantas outras frases de loucos morrem nos ônibus, nas praças, nos manicômios?

As de Stela do Patrocínio não. Era algo impressionante, de completo mistério. Tantas frases, seguidas, cuspidas, vomitadas eram a mais pura arte. Era a poesia, na mais pura entre todas as suas formas, que se proliferava diretamente de sua boca; e mais que isto, um relato tão ultra-realista da realidade de pacientes em hospitais psiquiátricos que a filósofa Viviane Mosé imprimiu nas páginas de Reino dos Bichos e dos animais é o meu nome.

Podemos ver em cada um dos falatórios de Stela marcas de que seus falatórios são, de fato, manifestações artísticas. Tomemos alguns de seus versos:

Eu já falei em excesso em acesso muito e demais Declarei expliquei esclareci tudo Falei tudo que tinha que falar Não tenho mais assunto mais conversa fiada Já falei tudo

Nos versos acima, há rima interna (“excesso” / “acesso”), assonância em abundância do fonema “/ê/” (“falei”, “excesso”, “em”, “demais”, “declarei”, “expliquei”, “esclareci”) e anáfora do verbo “falar”.

Ainda:

Eu sou seguida acompanhada imitada assemelhada Tomada conta fiscalizada examinada revistada Tem esses que são iguaizinhos a mim Tem esses que se vestem e se calçam igual a mim Mas que são diferentes da diferença entre nós É tudo bom e nada presta

Acima há um amplo uso das rimas internas “acompanhada”, “imitada”, “assemelhada”, “tomada”, “fiscalizada”, “examinada” e “revistada”, além da constante presença do fonema /s/ (“sou”, “seguida”, “assemelhada”, “fiscalizada”, “revistada”, “esses”, “são”, “iguaizinhos”, “esses”, “se”, “vestem”, “se”, “calçam”, “são”, “diferentes”, “diferença”, “nós” e “presta”).

Embora seus versos sejam livres como sua mente enferma, digno do conceito de “universalidade” da poesia – isto é – o leitor ter sua própria interpretação da obra independente da intenção do autor. É preciso entender e saber a biografia de Stela para interpretar seus falatórios.

Stela nasceu dia 9 de janeiro de 1941 e começou seu tratamento psiquiátrico aos 15 anos, no Centro Psiquiátrico Pedro II, no bairro de Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, passando pela Colônia Juliano Moreira, na mesma cidade. Seu talento como poetisa de falatórios foi reconhecido a partir de 1986, quando a artista plástica Neli Gutmacher visitou a Colônia para interagir com os internado. Desta forma, a estagiária de Neli gravou em áudio e vídeo seus falatórios, expondo ao público na mostra “Ar Subterrâneo”, no Paço Imperial em 1988. Em 1991 a estagiária de psicologia Mônica Ribeiro de Souza continuou com as gravações dos falatórios de Stela. Ano seguinte Stela é internada com hiperglicemia grave no Hospital Cardoso Fontes, amputa uma de suas pernas, entra em estado de depressão, recusase-se ao tratamento e falece em cerca de dois meses. Em 2001, Viviane Mosé reuniu alguns dos falatórios de Stela do Patrocínio e publicou o livro “Reino dos bichos e dos animais é o meu nome”, ainda pela Azougue Editorial, o qual o trabalho de Stela foi agraciado com o prêmio Jabuti em 2002.

Mas e quanto ao preconceito de aceitarmos a palavra de um autor que é conhecido como um louco? Foucault explicita que o discurso de um louco não se opõe a razão: ”loucura e razão entram numa relação eternamente reversível que faz com que toda loucura tenha sua razão que a julga e controla, e toda razão sua loucura na qual ela encontra sua verdade irrisória”. O que faz com que nós, segundo Foucault, estejamos inclinados a ouvir seus discursos: “A palavra do louco […] não é mais nula e não-aceita, […] ela nos leva à espreita; que nós aí buscamos um sentido, ou o esboço ou as ruínas de uma obra; e que chegamos a surpreendê-la”. Stela não apenas tomou atenção de alguns, como foi gravada, analisada, e continua sendo objeto de estudos em teses e livros. Porém, mesmo ela, sentia o que é ter de seu discurso “uma separação e uma rejeição”, não evitou que “sua palavra seja considerada nula e não seja acolhida, não tendo verdade nem importância”. Este sentimento está explicitamente representado em um de seus falatórios-poema:

Eu já não tenho mais voz Porque já falei tudo o que tinha que falar Falo, falo, falo, falo o tempo todo E é como se eu não tivesse falado nada.

A arte de Stela do Patrocínio não eram meros devaneios, era a sua forma de se expressar. As fitas foram gravadas em meados de 1980, no começo da Luta Anti-manicomial, na época, pouco difundida. Sem ter o menor contato com este movimento, suas palavras são nítidas e um testemunho concreto dos males que o tratamento sob reclusão causava aos pacientes, contidos nestes versos abaixo:

Estava com muita saúde Me adoeceram Me internaram no hospital E me deixaram internada E agora vivo no hospital como doente.

O remédio que eu tomo me faz passar mal Eu não gosto de tomar remédio para ficar passando mal Eu ando um pouquinho, cambaleio, fico Cambaleando, Quase levo um tombo.

Esta demonstração de verdade, livre de coesão, presente no discurso de Foucault ao anunciar que “pode ocorrer que se lhe atribua […] estranhos poderes, o de dizer uma verdade escondida, o de prenunciar o futuro, o de enxergar com toda a ingenuidade aquilo que a sabedoria dos outros não pode perceber”. Mesmo sem ter contato com teorias psiquiátricas, este falatório-poema afirma, em pleno teor, a ideologia do psiquiatra Franco Basaglia:

Certamente uma das terapias mais importantes para combater a loucura é a liberdade. Quando um homem é livre tem a posse de si mesmo, tem a posse da própria vida, e, então, é mais fácil combater a loucura. […] Quando há possibilidade de se relacionar com os outros, livremente, isso torna-se uma luta contra a loucura.

Tanto os versos de Stela não só disseram “uma verdade escondida”, como prenunciou o futuro, a saber que o presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2001, deu fim aos hospícios gerando uma nova era para a psiquiatria no Brasil.

Stela do Patrocínio sabia de sua limitação, sentia seu problema, concordava que sua cabeça não era normal, que não tinha raciocínio, através do mais famoso de seus falatórios:

Eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo Eu era ar, espaço vazio, tempo E gazes puro, assim, ó, espaço vazio, ó Eu não tinha formação Não tinha formatura Não tinha onde fazer cabeça Fazer braço, fazer corpo Fazer orelha, fazer nariz Fazer céu, fazer falatório Fazer músculo, fazer dente

Eu não tinha onde fazer nada dessas coisas Fazer cabeça, pensar em alguma coisa Ser útil, inteligente, ser raciocínio Não tinha onde tirar nada disso Eu era espaço vazio puro.

E realmente não tinha como ser útil, se suas palavras não tivessem entrado na eternidade das páginas pela Viviane Mosé. Os polissíndetos em seus versos, as inversões de frases, as anáforas dos verbos “Fazer” e “Ser”, simplesmente ditados assim, sem pensar em cada palavra, chamaram a atenção, era arte, a mesma da música, do palco, da tela de pintura.

E novamente, os ideais de Foucault explicam porque estes falatórios são objetos de estudo:

Todo este imenso discurso do louco retornava ao ruído; a palavra só lhe era dada simbolicamente, no teatro onde ele se apresentava, desarmado e reconciliado, visto que representava aí o papel de verdade mascarada. (Foucault)

Infelizmente, nem todas estas palavras, proferidas por loucos, nos vêm em forma de arte. Em maioria, são discursos dirigidos a ninguém, ou a todos, como se num monólogo incoeso, por vezes repletos de fundamentos, por vezes não. Dotado da Loucura, o homem tem outra linha de raciocínio, pontos de vistas diversos, completamente diferentes dos que conhecemos e tratamos assuntos. A filosofia de vida destes humanos vai além do que a razão pode traduzir, mas há uma interseção de compreensão. Os discursos dos loucos podem até não ter tanta credibilidade, mas há neles, uma verdade inédita, impassível de ignorar; Erasmo, em Elogio da Loucura, Foucault, em diversos livros como A Ordem do Discurso, Sócrates, em vários ensaios, e muitos outros sábios, nos trouxeram conhecimentos extraordinários a partir deles, e entraram para a História. Ouça o louco ao seu lado, o louco momentâneo de seu cotidiano, o louco dentro de si. Sãos são os que ouvem o que os loucos podem.

BIBLIOGRAFIA:

BASAGLIA, Franco. Psiquiatria Alternativa: contra o pessimismo da razão, o otimismo da prática. São Paulo: Editora Brasil Debates, 1982.

FOUCAULT, Michel. A História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo: Perspectiva, 1995.

FOUCAULT, Michel. A Ordem do Discurso. São Paulo: Edições Loyola, 2009.

PATROCÍNIO, Stela do. Reino dos Animais e dos Bichos é o meu nome. Viviane Mosé (org). Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2001.

Retirado de :https://comunicacaoeartes20122.wordpress.com/2013/03/01/stela-do-patrocinio-sao-os-que-ouvem-o-que-os-loucos-podem-saos/